Uma importante discussão: serviços de internação fora de hospitais


31/05/2019

Aconteceu entre 21 e 24 de Maio de 2019 a Hospitalar, maior Feira de negócios da América Latina, em São Paulo. Por lá foram discutidos diversos temas que muito nos interessam para o desenvolvimento e crescimento da área da saúde e enfermagem.

Uma das pautas do congresso foi o  Crescimento da demanda de serviços voltados ao tratamento de doentes fora dos hospitais. O assunto foi discutido entre grandes organizações de saúde e profissionais do mundo que estiveram presentes no evento.  Entre as definições está a elaboração de um documento com critérios que norteiem uma nova legislação sobre o tema.

 

O processo de desospitalização é uma tendência mundial e leva em conta o fato de que muitos pacientes internados podem ser cuidados fora dos hospitais, como em casa, em instituições de transição ou de longa permanência.

 

A Hospitalar caminha para 27ª edição e reafirma sua posição de fonte de geração de oportunidades de negócios e desenvolvimento tecnológico do setor. Sua credibilidade e valor agregado colocam o evento em posição privilegiada, posicionando-se como ponto de encontro de todo o mercado nacional e internacional e importante plataforma de inovações, processos e ideias.

As ideias discutidas trataram de exemplos como o de uma pessoa que tenha sofrido múltiplas fraturas ou um AVC (Acidente Vascular Cerebral) pode receber os primeiros cuidados no hospital e, depois de estar estabilizado mas ainda sem condições clínicas de receber alta, ser transferido para uma unidade de transição antes de ir para casa. Nessa instituição, terá cuidado médico, de enfermagem e terapias de reabilitação, com a vantagem de estar menos exposta a infecções. Para o sistema de saúde, há redução no custo da assistência, além de atendimento mais humanizado.

 

No Brasil, esse mercado é relativamente novo, mas em expansão. As unidades de transição passaram de oito, em 2015, para 25 no ano passado. Para Eduardo Ferreira Santana, sócio-diretor da Nobre, empresa de retaguarda e de transição hospitalar, esses serviços representam um caminho indispensável diante de um cenário de envelhecimento populacional.  

Porém, os desafios são muitos. Por falta de legislação específica da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), as regras para a criação desses serviços são variadas nos estados e municípios. 

A médica Ariane Mutti, gerente nacional de desospitalização da Amil, diz que a operadora realiza 5.000 atendimentos mensais fora dos hospitais (em casa ou em outras instituições). São 400 pessoas que dependem de ventilação mecânica e 280 vivendo nas chamadas instituições de longa permanência.

Fonte: Folha de S. Paulo | Portal da Enfermagem